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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estudos podem revelar temperatura de animais extintos

Nova técnica avalia temperatura de animais extintos a partir de fósseis!


Uma nova técnica desenvolvida por investigadores norte- -americanos poderá permitir em breve saber se os dinossauros eram animais de sangue frio, como os répteis, ou se pelo contrário tinham sangue quente, como as aves. O artigo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os autores deste paleotermómetro pretendem também perceber, através de medições, se as aves já tinham sangue quente antes de terem penas. Para isso vão estudar fósseis.

A técnica desenvolvida pelos investigadores consiste em analisar as concentrações de dois isótopos raros, de carbono 13 e de oxigénio 18, que têm tendência a aglomerar-se em função da temperatura, como explicou Robert Eagle, do Caltech, na Califórnia, e principal autor da investigação, ao jornalista Jean--Louis Santini da AFP.

"A temperaturas muito elevadas, estes dois isótopos aglomeram-se muito menos, mas fazem-no frequentemente a temperaturas mais baixas", adiantou aquele investigador.

Nos seres vivos, a taxa de aglomeração destes dois isótopos pode ser medida na bioapatite, o mineral a partir do qual se formam os ossos, os dentes e a casca dos ovos.

"Quando este mineral se produz a partir do sangue para formar ossos ou dentes, a sua composição isotópica fica marcada e pode ser preservada durante milhões de anos", explicou Robert Eagle, sublinhando que o laboratório do investigador John Eiler, no Caltech, "estabeleceu a relação precisa entre a taxa de aglomeração daqueles dois isótopos e a temperatura".

"Estas medições em laboratório podem ser convertidas em temperatura do corpo", adiantou o investigador, notando que a precisão do método tem uma margem de erro de um grau.

"Não se trata de colocar um termómetro em criaturas do passado, mas é quase a mesma coisa", afirmou, por seu turno, John Eiler, co-autor da investigação.

Os cientistas testaram com sucesso o seu paleotermómetro em seres vivos e também em mamutes, determinando que estes animais já extintos tinham uma temperatura corporal entre os 37 e os 38 graus.

A equipe está agora a trabalhar com cascas de ovo fossilizadas e dentes de dinossauro para tentar responder à questão em aberto sobre se aqueles vertebrados extintos há 65 milhões de anos tinham sangue quente ou frio.


Fonte:
  •  DN Ciência

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Assista ao vídeo do Jornal Nacional ( Rede Globo ) sobre a recente pesquisa genética

Mais um passo da genética... uma vida artificial

No filme Jurassic Park, cientistas purificam o DNA de dinossauros extintos, preservado no intestino de pernilongos fósseis, e injetam esse DNA em um óvulo de jacaré. Instruído pelo conjunto de genes presentes no genoma do dinossauro, o ovo se desenvolve e o que eclode é dinossauro.



Como toda obra-prima de ficção científica, Jurassic Park leva ao extremo uma ideia que, apesar de teoricamente possível, é de difícil execução. Júlio Verne usou essa fórmula ao descrever uma viagem à Lua e as aventuras em um submarino quase cem anos antes de esses feitos se tornarem realidade. No caso de Jurassic Park, escrito por Michael Crichton em 1990, a ficção se tornou realidade em menos de 20 anos.


Usando como única fonte de informação um arquivo de computador contendo a sequência do DNA de uma bactéria, um grupo de cientistas sintetizou, utilizando métodos químicos, o genoma dessa bactéria e colocou esse enorme pedaço de DNA no interior de uma célula de outra espécie de bactéria, da qual havia retirado todo o DNA. Instruída pelo conjunto de genes desse genoma sintético, surgiu uma nova bactéria, capaz de viver e se reproduzir.


Fica mais fácil de entender o experimento, feito com duas espécies de bactérias, usando como exemplo duas espécies de mamíferos. Na primeira etapa, partindo da sequência do genoma de um cavalo, contida num arquivo de computador, sintetizamos uma molécula de DNA com essa mesma sequência.


Num segundo passo, o DNA presente no interior de uma célula de baleia é retirado. No terceiro passo, colocamos o DNA sintético de cavalo na célula da baleia. No quarto passo, cuidamos dessa célula híbrida e observamos o aparecimento de um cavalo. Se você ainda não percebeu as implicações éticas e morais do experimento, troque, na sentença acima, a palavra "cavalo" por "ser humano" ou "Getúlio Vargas".


Para muitos, esse feito tecnológico significa que a vida foi finalmente criada no laboratório. Craig Venter, o líder do projeto, não hesitou em usar a palavra "creation" (criação) no título do artigo que descreve o experimento e sugere, no texto, que esse feito abre a possibilidade de que, para preservar um ser vivo, basta guardar a sequência do seu genoma em um arquivo de computador, pois ele poderá ser recriado quando desejarmos. E mais: que, com essa tecnologia, o homem poderá criar novos seres vivos, algo semelhante ao descrito no Gênesis.


Nas próximas semanas, as implicações éticas e teológicas desse feito tecnológico serão debatidas exaustivamente. Minha impressão inicial é que esse experimento demonstra definitivamente que toda a informação necessária para criar um ser vivo pode ser guardada em um arquivo de computador. Por outro lado, demonstra que ainda não somos capazes de transformar essa informação em um ser vivo, pois foi necessário utilizar uma célula desprovida de DNA, derivada de um outro ser vivo, nas etapas finais do experimento.

Não há dúvida de que, nos próximos anos, seres vivos criados para cumprir tarefas específicas estarão entre nós. Eles serão criados por empresas como a Synthetic Genomics, que financiou grande parte desse experimento e detém as patentes desta nova tecnologia.


Fonte:
  • Estadão

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Archosauria



Archosauria, também conhecidos como Avesuchia, constitui um grupo de répteis que se destaca dos demais pela sua importância tanto atual como no passado. Trata-se de um grupo que surgiu no início da Era Mesozóica (Triássico Médio - ha ca. 235 milhões de anos) e que, rapidamente, se espalhou pelos diversos continentes, onde se tornaram os vertebrados dominantes. Atualmente este grupo é representado por crocodilianos (jacarés, crocodilos e gaviais) e aves. No passado, no entanto, os arcossauros eram mais diversificados e, além de crocodilianos e aves, eram representados pelos pterossauros (répteis voadores), por diversas formas de dinossauros e outros grupos menos conhecidos.


Os arcossauros incluem basicamente os crocodilos e os dinossauros (inlcuindo as aves, suas descendentes) e todos os seus extintos parentes, como os pterossauros, os aetossauros e os rauisuchia.

Eles se dividem em dois grandes grupos: Crurotarsi, que inclui todos os arcossauros mais próximos dos crocodilos que dos dinossauros; e Ornithodira (ou Avemetatarsalia), que inclui todos os arcossauros mais próximos dos dinossauros (e portanto também das aves) que dos crocodilos.


Acredita-se que os arcossauros tenham surgido no final do períodod permiano, sobrevivido à catastrófica extinção em massa que marcou o final do período e se tornado as criaturas dominantes durante toda a Era Mesozóica. No final dessa era porém, outra extinção em massa, a Extinção K-T extinguiu boa parte dos grupos, deixando apenas dois sobreviventes: os crocodilianos, e um grupo particularmente curioso de dinossauros: as aves.


Apesar de terem começado como carnívoros predadores, muitos grupos distintos de arcossauros se tornaram herbívoros independentemente, incluindo os aetossauros, alguns crocodilianos e vários tipos de dinossauros.

Fonte:

  • Wikipédia 

Azendohsaurus


O Azendohsaurus, que viveu há 230 milhões de anos, deve o seu nome ao povoado de Azendoh, em Marrocos (norte de África), onde foram encontrados os primeiros restos. O Azendohsaurus viveu em finais do período Triásico. Media apenas 2,8 m, o seu corpo era ligeiro, tinha uma longa cauda e compridas patas traseiras.


Fonte:
  • Wikipédia

Espécie de dinossauro é "rebaixada"


Um estudo publicado no jornal Paleontology indica que o Azendohsaurus, um animal que viveu há cerca de 230 milhões de anos, não era um dinossauro, ao contrário do que se pensava, mas pertencia a um outro ramo evolucionário dos répteis. Segundo a pesquisa, feita pelo Museu Americano de História Natural e pela Universidade da Califórnia, o animal pertencia ao Archosauromorpha, grupo que inclui aves e crocodilianos, mas não lagartos, cobras e tartarugas. As informações são do Discovery News.



"Apesar de sua extraordinária semelhança com dinossauros herbívoros em vários aspectos do crânio e da dentição, ele é na verdade apenas distantemente relacionado com os dinossauros", diz John J. Flynn, curador da divisão de Paleontologia do museu. "Com um material mais completo, nós reavaliamos aspectos como a mandíbula virada para baixo e os dentes em forma de folha encontrados no A. madagaskarensis (uma espécie de Azendohsaurus) como convergentes com alguns dinossauros herbívoros", diz.


Essa espécie foi definida como dinossauro há cerca de uma década na revista Science, mas achados de fósseis mais completos indicam que o animal não pertencia ao grupo. O Azendohsaurus, segundo o Museu de História Natural dos Estados Unidos, tinha cerca de 1,8 m de comprimento e sua altura mal alcançaria a cintura de um ser humano.

Os cientistas afirmam ainda que está sendo repensada a teoria de que os arcossauros eram, na sua maioria, carnívoros. "Agora temos muitos casos de arcossauros herbívoros", diz André Wyss, professor da Universidade da Califórnia. "Assim é que a ciência funciona. (...) Assim que encontramos e analisamos mais materiais, nós percebemos que era um animal muito mais primitivo que os dinossauros", diz Wyss. "De certa forma, o Azendohsaurus acabou sendo um animal muito mais fantástico do que se fosse simplesmente um representante genérico dos primeiros dinossauros", afirma.


Fonte:
  • Terra

terça-feira, 18 de maio de 2010

Comer sem mastigar ajudou dinossauros a ficarem gigantes, diz estudo





Pesquisa revela que dinossauros não mastigavam a comida, com isso, conseguiam digerir mais alimento e crescer muito mais.


De acordo com o estudo, quanto maior o animal, mais tempo ele gasta comendo. Os elefantes, por exemplo, passam a maior parte de seu dia satisfazendo sua enorme necessidade energética – mal têm tempo para dormir. "Isso nos levou a um dos muitos enigmas que o gigantismo dos dinossauros coloca diante de nós," diz o professor Martin Sander, da Universidade de Bonn. "Eles eram tão grandes que um dia teria de ter 30 horas para que fossem capazes de satisfazer suas necessidades energéticas”.


No estudo, os cientistas foram levados à conclusão de que seu tamanho só era possível por eles não mastigarem a comida, engolindo a seco. Isso lhes permitia ingerir uma quantidade maior de alimento em menos tempo. A mastigação facilita o processo digestivo porque aumenta a superfície de contato das enzimas com a comida. Mas ela também toma tempo – um recurso escasso quando se tem um corpo gigante para sustentar.

Quem mastiga precisa de uma boca (e uma cabeça) maior para abarcar os dentes. Os grandes herbívoros tinham pescoços muito longos para sustentar crânios grandes e pesados, assim não contando com dentes tão poderosos para a quantidade de comida que necessitavam, diz o estudo. Esses pescoços longos e ágeis também eram essenciais para que dinossauros não precisassem sair à busca de comida (gastando assim ainda mais energia). Bastava que explorassem o arredor imóveis, movendo apenas a cabeça.

O próprio processo de digestão poderia levar vários dias, devido à falta de dentes molares, afirma o estudo. No entanto, seus estômagos eram tão grandes que ainda lhes forneciam energia suficiente. Além disso, o metabolismo desses animais era incrivelmente poderoso. Eles possuíam pulmões sofisticados, muito mais eficazes que o dos seres humanos. Seu aparelho respiratório contava ainda com um sistema de válvulas que permitia que as trocas gasosas acontecessem tanto quando eles inspiravam quanto expiravam.

“Há 200 milhões de anos, esses animais desenvolveram uma combinação inigualável de traços primitivos, que eram novos na história da evolução. Essa combinação fez com que esses fascinantes gigantes fossem possíveis", diz Sander.


Fonte:
  • Revista Galileu 

domingo, 16 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pegadas de 90 milhões de anos descoberta na Patagônia

 Giganotosaurus, encontrado na Patagônia.


Várias pegadas de dinossauros, algumas de até 1,20 metro de diâmetro, foram encontradas na província de Neuquén, na Patagônia argentina, informou nesta quarta-feira (12/05/2010) Jorge Calvo, geólogo da Universidade Nacional de Comahue.


 
"Há diversas pegadas de dinossauros saurópodes (grandes dinossauros herbívoros e quadrúpedes) de tamanhos variados", disse o pesquisador em um comunicado de imprensa no qual qualificou a descoberta como "espetacular", na região popularizada com o nome de "Jurassic Park" argentino.

 
As pegadas foram encontradas casualmente alguns dias atrás por uma professora de ioga que realizava sua rotina de exercícios ao ar livre na região de Los Barreales, no nordeste da província.

 
"Vi primeiro um fosso, depois outro e depois mais um, e me dei conta de que eram as pegadas de uma caminhada de dinossauros", disse Silvia Cuevas, ao relatar a descoberta.

 
Calvo disse que "se trata dos mesmos níveis fossilíferos que colocaram o sítio como um dos lugares mais ricos em dinossauros e fauna associada da América do Sul", destacou.

 
"As pegadas estão em bom estado de conservação, mas por enquanto, não há detalhes para estabelecer afinidades", explicou Calvo, diretor do Conetro de Pesquisas Paleontológicas Lago Los Barreales.

 
O cientista calculou que as pegadas encontradas "têm 90 milhões de anos".

 
A região é considerada uma das jazidas arqueológicas mais importantes da América do Sul, onde foram encontrados fósseis do Cretáceo.

 
A Argentina atraiu o olhar do mundo científico no final dos anos 1980, quando foram descobertos fósseis do Argentinosaurus Huinculensis, o maior herbívoro conhecido - de 40 metros de comprimento -, na província de Neuquén.

 
Em 1993, foram encontrados os restos do Giganotosaurus Carolinii, o maior dinossauro carnívoro do mundo, entre dezenas de descobertas em sítios que ainda estão sendo explorados.


Fonte:
  • AFP 

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