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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Lythronax - O 'rei do sangue' - "tio - avô" do Tiranossauro é encontrado nos EUA

Ilustração mostra o dinossauro Lythronax argestes, considerado o "tio-avô" do T-Rex (Foto: Museu de História Natural da Utah/Audrey Atuchin/AP)Cientistas do estado norte-americano de Utah dizem ter descoberto o "tio-avô" doTyrannosaurus rex, um predador enorme com um crânio pesado e grandes dentes, apelidado de "rei do sangue".
Ossos do dinossauro de 7,3 metros de comprimento, pouco menor do que o T-Rex e cerca de 10 milhões de anos mais velho, foram revelados no Museu de História Natural de Utah, em Salt Lake City.
Informações sobre a pesquisa foram publicadas no periódico científico "PLoS One".
Pesquisadores esperam que a descoberta ajude a entender melhor o ecossistema onde o predador viveu. Descoberto por funcionários da Agência Federal de Administração da Terra no leste do Utah em 2009, o animal foi batizado de Lythronax argestes, ou "rei do sangue", por causa de seus dentes enormes e da aparência de predador.
"Descobrir o Lythronax antecipa a evolução do grupo no qual surgiu o T-Rex, o que é algo que não entendíamos antes", disse Mark Loewen, geólogo da Universidade de Utah, que liderou a escavação do novo dinossauro. "O Lythronax é como o tio-avô do T-Rex".
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Crânio da nova espécie de dinossauro que foi anunciada por pesquisadores (Foto: Museu de História Natural da Utah/Mark Loewen/AP)Crânio da nova espécie de dinossauro que foi anunciada
por pesquisadores
(Foto: Museu de História Natural da Utah/Mark Loewen/AP)
Mais antigo do que se pensava
Paleontologistas achavam que membros do grupo com características como o T-Rex --corpos grandes, braços pequenos, crânios pesados e olhos para frente-- datavam de 70 milhões de anos, mas o Lythronax mostra sinais de ter existido pelo menos há 80 milhões de anos.
Como seu parente, acredita-se que oLythronax era o maior predador de sua época, perambulando por uma faixa de terra que ia do México ao Alasca, incluindo partes de Utah, durante a idade campaniana, no final da era Cretácea.
"O que é mais legal é que isso mostra que as origens dos últimos tiranossauros conhecidos estavam na parte sul da América do Norte, e não na Ásia ou mais longe na América do Norte" como se pensava antes, disse Andrew Farke, curador do Museu de Paleontologia Raymond M Alf, em Claremont, Califórnia.
Fotografias dos restos fósseis da espécie recém-descoberta foram enviadas para Loewen e sua equipe logo depois de serem descobertos no extremo sul do Monumento Nacional Grand Staircase-Escalante, na fronteira entre Colorado e Utah.
O grupo passou os dois anos seguintes resgatando, preservando e reunindo os ossos. Então, viajou para locais onde outros ossos do grupo de tiranossauro estavam sendo estudados, inclusive a China, Birmingham, Alabama; Washington, D.C. e Nova York.
Descoberta interessante
Os ossos do Lythronax estavam dispostos entre camadas de cinzas vulcânicas, o que permitiu aos cientistas determinar a idade do dinossauro estudando a decomposição dos cristais de cinzas que os cercavam.
"Esse tipo de descoberta é muito interessante e excitante porque não é apenas outro animal daquela era, mas um grande predador daquela era", disse o paleontologista Peter Roopnarine, que estuda a ecologia dos períodos de dinossauro para a Academia de Ciências da Califórnia.
Roopnarine disse que ser capaz de aprender mais sobre o Lythronax vai revelar mais sobre o ecossistema da época de seu reinado.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Nova espécie de dinossauro é encontrada no Brasil

O fóssil de uma nova espécie de dinossauro descoberta em Mato Grosso está em fase de estudo por pesquisadores de Mato Grosso e do Rio de Janeiro. Os vestígios do animal, que era herbívoro, tinha entre 8 e 10 metros de altura e pertencia à família dos titanossauros, foram descobertos em 2002, no município de Tesouro, a 385 km de Cuiabá.
Um dos responsáveis pelos trabalhos é o doutor em paleontologia Alexander Kellner, de 52 anos, do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Nascido em Liechtenstein, mas naturalizado brasileiro, ele também foi um dos descreveram o primeiro fóssil de dinossauro encontrado em solo mato-grossense, o abelissauro.
O fóssil atualmente em pesquisa é composto por coluna vertebral, braços e pernas. O paleontólogo evita dar muita informação sobre o dinossauro. “Não se costuma falar muito de um animal que está sendo descrito ainda”, justifica Kellner, que já descreveu cerca de 50 espécies de animais e, entre eles, aproximadamente 10 dinossauros.
O material ficou parado por um bom tempo no museu nacional, diz o estudioso, e não há prazo para que a descrição fique pronta. Além do tamanho dos dinossauros em si, um dos entraves para a pesquisa é a falta de verba, aponta Kellner.
“Até porque os pesquisadores não estudam só essas espécies. E os dinossauros, por serem muito grandes, demandam mais tempo e mais dinheiro. Uma das grandes dificuldades é remover o sedimento que envolve o fóssil”, comenta.
Um dos exemplos da demora nesse processo é a descrição do abelissauro, há pouco mais de uma década. A vértebra caudal e uma vértebra da coluna foram encontrados no distrito Jangada Roncador, de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, na década de 60, mas o animal só foi descrito cerca de 40 anos depois. O fóssil permaneceu décadas no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e acabou sendo estudado por pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
O animal ganhou o nome de Pycnonemossaurus nevesi e o apelido de “lagarto de Abel”. O dinossauro era carnívoro, podia chegar a 4 metros de altura e viveu há aproximadamente 70 milhões de anos. Uma réplica de 2,20 metros de altura e 7 de cumprimento pode ser vista no Museu de Pré-História Casa Dom Aquino, na capital.
Pesquisas em MT
A estimativa é que no máximo cinco pesquisadores atuem no estado, nos dias atuais, para estudar fósseis, diz a bióloga e doutora em botânica Silane Caminha, responsável pelo laboratório de paleontologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
“O estado é gigantesco e há pouquíssimas pessoas trabalhando com isso. O potencial é muito grande. Temos vários invertebrados e muitos vertebrados. E há as plantas também. Acho que nossa evolução de conhecimento de dinossauros deveria ser muito além do que está”, afirma.
Porém, a riqueza de Mato Grosso não está relacionada apenas aos vestígios de dinossauros. Aqui, por exemplo, foi encontrado dez anos atrás o fóssil de um peixe, em Alto Garças, a 366 km da capital, que teria vivido há mais ou menos 250 milhões de anos. O autor da descoberta, que ocorreu durante uma aula de campo, foi um aluno do curso de geologia da UFMT.
Fóssil de peixe encontrado em Alto Garças (Foto: Carolina Holland/G1)Fóssil de peixe encontrado por estudante durante aula de campo em Alto Garças (Foto: Carolina Holland/G1)
“É importante porque é um holótipo (espécime único, a partir do qual foi descrita uma espécie ou subespécie). Uma espécie nova. E é o primeiro peixe encontrado aqui no estado. Depois desse achado, não foi encontrado mais nada”, explicou Silane. A publicação da descrição do fóssil, no entanto, nunca saiu. “Já foi submetida, está tudo certo, mas não foi publicada ainda. Essas coisas demoram mesmo, na verdade”, afirma.
De acordo com a doutora, alguns dos lugares com maior potencial paleontológico no estado são a região de Chapada dos Guimarães (dinossauros e braquiópodes - invertebrados que parecem ostras), Guiratinga e Tesouro (dinossauros), e Alto Garças (mesossauro – espécie de lagarto pequeno).
Os vestígios mais comuns encontrados no estado são de braquiópodes. “São 'conchinhas' encontadas com abundância em Chapada. E são importantes porque foram pouco estudadas. Foram alvo de pesquisas nas década de 80 e 90, mas, depois disso  ninguém nunca mais estudou”, diz Silane.
A pesquisadora avalia que os fósseis do estado ainda são pouco conhecidos. E, apesar do potencial, o estado não atrai muita gente de fora. “A impressão que eu tenho quando vou a congressos é que todo mundo quer vir a Mato Grosso. Mas, efetivamente, nunca aconteceu. Tem muitos paleontólogos no Sudeste e Sul do país. Mas eles acabam se envolvendo nas pesquisas locais”, afirma. Essa ausência de interessados é ruim, avalia Alexander Kellner “A falta de pesquisadores faz com que demore a elucidação das pesquisas”, opina.
Outros achados de dinossauros, como coprólitos (restos fecais fossilizados), fêmur e ossos longos desses animais podem ser vistos no Museu de Minerais, Rochas e Fósseis da UFMT.
Ir a campo
As idas a campo em busca de fósseis são sempre incógnitas. Muitas vezes, paleontólogos e estudantes passam dias procurando e nada. Ou quando encontram, são coisas mais soltas, como vértebras e costelas. Achar um animal inteiro é raro.
O laboratório de paleontologia da UFMT recebe colaboração de moradores de várias regiões do estado, que avisam quando encontram materiais. Alguns donos de minas também têm exercido papel importante no estímulo à pesquisa. Quando algum trabalhador encontra um fóssil, por exemplo, encaminha à universidade.

“A atividade de coleta é de risco. Fica-se muito tempo acampado, tirando muita coisa da terra, dormindo em barraca. Não é fácil. E ainda existe a possibilidade de não encontrar nada”, diz Kellner.
Na UFMT, 40 alunos do curso de geologia vão a campo uma vez por ano para passar de 4 a 7 dias vasculhando. Às vezes encontram alguma coisa. Porém, mas na maioria das vezes, não. “A gente vai preparado para não encontrar nada”, ressalta Silane.
No entanto, quando um fóssil é descoberto, tudo muda. “A comida passa a ser uma delícia e o acampamento vira hotel cinco estrelas”, brinca Kellner.
Fósseis e população
Contudo, ocorrem ainda enganos, como o de confundir ossos 'novos' com fósseis. Para saber se o que foi encontrado deve ser objeto de pesquisa para paleontólogos, uma das dicas é verificar a densidade: o fóssil é mais rocha do que osso e, por isso, é pesado como uma pedra. Em outras palavras, o osso recente é muito mais leve porque não é uma rocha ainda.
Para a paleontologia, materiais de até 10 mil anos atrás são subfósseis. E, anteriores a isso, fósseis.
Fóssil de mesossauro encontrado em Mato Grosso (Foto: Carolina Holland/G1)Fóssil de mesossauro encontrado em Mato Grosso está no laboratório de paleontologia da UFMT
(Foto: Carolina Holland/G1)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Dinossauro carnívoro de grande porte é descoberto no Brasil


Pesquisadores brasileiros encontraram no interior de São Paulo um fóssil de mais de 70 milhões de anos que pertence a um dinossauro carnívoro da família dos carcarodontossaurídeos. A peça é considerada a primeira evidência de que répteis deste grupo viveram também no Brasil.
Imagem mostra o fóssil encontrado por pesquisadores brasileiros no interior de São Paulo (Foto: Reprodução/Cretaceous Research)Imagem mostra o fóssil encontrado por paleontólogos
brasileiros no interior de São Paulo
(Foto: Reprodução/Cretaceous Research)
O fóssil, um pedaço de osso que compõe o crânio, foi achado por pesquisadores das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal de Uberlândia (UFU) em 2009, mas a conclusão da análise foi divulgada recentemente no site da revista científica “Cretaceous Research” e foi publicada no fim de 2012.
O fragmento foi encontrado na região da cidade de Alfredo Marcondes, localidade que fica próxima a Presidente Prudente e a 586 km de São Paulo.
A região está inserida na Bacia Bauru, uma área do território brasileiro com 370 mil km² que abrange parcialmente cinco estados (São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás) e está repleta de sedimentos como fósseis de dinossauros, de mamíferos e outros répteis pré-históricos.
Simulação mostra onde pedaço de fóssil se encaixaria no crânio de exemplar de dinossauro da família dos Carcarodontossauros (Foto: Reprodução/Cretaceous Research)Simulação mostra onde pedaço de fóssil (em branco) se encaixaria no crânio de exemplar de dinossauro da família dos Carcarodontossauros (Foto: Reprodução/Cretaceous Research)

Segundo Lílian Paglarelli Bergqvist, do Laboratório de Macrofósseis da UFRJ e uma das coordenadoras da pesquisa, o fóssil de dinossauro foi encontrado quase que por acidente, já que a investigação científica buscava inicialmente resquícios de mamíferos do período Cretáceo.

De acordo com Lílian, o pedaço de osso do crânio é a primeira evidência que comprova a existência desta família de dinossauros no Brasil. Anteriormente, apenas dentes foram encontrados em outra região do país, mas não forneciam informações suficientes para comprovar que esses répteis viveram por aqui.
Mesmo com a descoberta, ainda não é possível determinar qual é a espécie do dinossauro. “Não sabemos a quem atribuir esse fóssil, pode ser até que seja uma nova espécie da família dos carcarodontossaurídeos que era restrita ao Brasil (...). Mas precisamos de mais dados e fósseis que forneçam evidências mais concretas”, disse.
Os paleontólogos trabalham com a hipótese de que esse animal media entre 12 e 13 metros de altura, é carnívoro, e pode ser comparado ao porte do tiranossauro (Tyrannosaurus rex), dinossauro que está entre os maiores predadores que já pisaram no mundo.
Além do fóssil de carcarodontossaurídeo, também foram encontrados resquícios de dinossauros saurópodes (herbívoros), cujos resultados da investigação científica deverão ser publicados em breve. O trabalho paleontológico foi coordenado também pelo pesquisador Carlos Roberto Candeiro e pelo geólogo Felipe Simbras.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Fóssil de crustáceo é encontrado no Brasil


Um camarão foi encontrado na Chapada do Araripe, no sertão da divisa entre os estados de Ceará e Pernambuco, a cerca de 500 quilômetros do litoral. O crustáceo foi encontrado no distrito de Jamacaru, próximo a Crato, no Ceará, mas isso foi há cerca de 110 milhões de anos. Trata-se do primeiro fóssil deste tipo a ser encontrado na região, pelos pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca). A descoberta é mais uma evidência de que a região, no semiárido nordestino, já foi banhada pelo mar na era Cretácea — entre 140 milhões e 65 milhões de anos — ou pelo menos tinha lagoas com certo nível de salinidade.

— A descoberta de fósseis de dinossauros e tartarugas não davam tanta evidência sobre a presença de água do mar na região, mas a descoberta do camarão, inédita, prova que na Formação Romualdo havia água com algum nível de salinidade. Era uma região isolada do mar, que deveria invadi-la esporadicamente — explica paleontólogo Alamo Saraiva, da Urca.


O fóssil foi encontrado depois de 11 dias de escavação, em uma concreção calcária, e com aparência de forma tridimensional, ainda mais raro e valioso
Foto: DivulgaçãoQuando o paleontólogo se refere a dinossauros e tartarugas, faz menção da fama mundial que a Chapada do Araripe tem na comunidade científica em relação à pesquisa de fósseis:

— Digo sempre que, se a história da vida na Terra fosse um livro, a Bacia do Araripe seria um capítulo inteiro. Há documentação sobre a história da vida na região desde 400 milhões até 1 milhão de anos.

O camarão fóssil encontrado pela equipe de Alamo é da família Caridea e está na linha evolutiva dos camarões atuais criados em fazendas, o Machobrachium rosenbergi. Por se tratar de um achado inédito, os pesquisadores batizaram com um novo nome de gênero e espécie, a Kellnerius jamacaruensis. O nome foi uma homenagem a Alexander Kellner, pesquisador que ajudou a estabelecer um núcleo de paleontologia na região, e à reserva de Jamacaru, onde ocorreram as escavações.

O fóssil descoberto tem 1,8cm de comprimento e encontrado depois de 11 dias e 9,5 metros de escavação. Preservado em uma concreção calcária, conhecida como “pedra de peixe”, o camarão teve a aparência preservada de forma tridimensional, o que é mais raro e torna a descoberta mais valiosa.

Desde maio, quando a pedra em que estava o fóssil foi descoberta, um trabalho de coordenação motora bastante fina para revelar a forma do camarão exigiu meses de tratamento na rocha, com lupa capaz de aumentar a imagem 60 vezes e instrumentos delicados como uma agulha para aplicação de insulina.

— Quando se encontra um fóssil de um bicho que tinha perninhas e antenas o trabalho final é muito mais delicado que quando se encontra um dinossauro, por exemplo. Qualquer movimento errado pode por a pesquisa em risco — explica o paleontólogo.
A nova espécie será registrada na publicação neozelandesa “Zootaxa”, especializada em trabalhos que provem a existência de espécies inéditas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Nova espécie de dinossauro é encontrada no Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal do Pampa, de São Gabriel, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul, descobriram três fósseis de dinossauros em excelente estado de conservação em Agudo, na Região Central do estado. A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira (19) e, segundo os paleontólogos, pode representar uma nova espécie.
“Aparentemente é uma nova espécie. Seria a sétima espécie do Rio Grande do Sul, e a terceira encontrada em Agudo. É um local para onde ninguém tinha ido, podem ter muitos outros locais. Os fósseis estavam juntos, dando uma evidência que eram animais que viviam em bandos. Herbívoros”, disse o paleontólogo Sérgio Dias da Silva.
Pesquisadores descobrem três fósseis de dinossauros no RS (Foto: Divulgação/Unipampa)
Fóssil da nova espécie descoberta no RS
Os fósseis estavam em uma propriedade rural na localidade de Linha das Flores, no interior de Agudo. As ossadas são de cerca de 225 milhões de anos, do fim do período Triássico, antes do Jurássico. Um dos animais estava com a ossada praticamente completa. Pela quantidade de espécies encontradas no Rio Grande do Sul e pela antiguidade dos ossos, ele acredita que a região possa ter recebido os primeiros dinossauros do planeta.
"Três dinossauros juntos, um totalmente completo, praticamente articulado, é raríssimo (de se encontrar). Das cerca de 25 espécies de dinossauros no Brasil, não existe nenhum articulado. Os que tem crânio, nenhum tem completo. Parece que os bichos morreram ano passado. São do inicio da evolução dos dinossauros no mundo. Pela quantidade de fósseis encontrados aqui, é bem provável que os dinossauros surgiram aqui na região do Rio Grande do Sul e Argentina para depois se espalharam pro resto mundo. Seria a sétima espécie encontrada no estado”, explicou.
Os animais encontrados mediam cerca de 2 metros de altura e 3 metros de comprimento. O material estava em uma rocha de três toneladas.

FONTE:
*G1

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"Nyasasaurus" o dinossauro mais antigo de todos é descoberto

Imagem divulgada pela Universidade de Queensland em julho mostra fósseis encontrados em Cairns, Austrália. Foto:
AFP/The University of Queensland/Douglas Irvin
Imagem divulgada pela Universidade de Queensland em julho mostra fósseis encontrados em Cairns, Austrália. Foto: AFP/The University of Queensland/Douglas Irvin












Ossos fossilizados descobertos por um paleontólogo britânico na Tanzânia colonial durante os anos 1930 podem pertencer ao dinossauro mais velho do mundo, informaram os pesquisadores.

Esses ossos, só agora estudados, seriam de uma criatura chamada Nyasasaurus parringtoni, que teria habitado a Terra 10 milhões de anos antes dos dinossauros mais antigos conhecidos até o momento.

"Se o Nyasasaurus parringtoni não é o dinossauro mais velho, então é o parente mais próximo encontrado até agora", declarou o biólogo Sterling Nesbitt, da Universidade de Washington, principal autor do estudo publicado na revista Biology Letters, da Royal Society britânica.

"Esta criatura tinha o tamanho de um labrador, mas com uma cauda de 5 pés de comprimento (1,50 m)", descreveu a Universidade de Washington em um comunicado.

Ela teria habitado o nosso planeta cerca de 10 milhões de anos antes dos pequenos e rápidos Eoraptor e Herrerassauros, os mais antigos dinossauros conhecidos que viveram no final do Triássico (entre 230 e 225 milhões anos a.C).

A linhagem de dinossauros seria então de 10 a 15 milhões de anos mais velha do que os fósseis mostraram até agora.

"Há 150 anos, pensava-se que poderia ter existido dinossauros no Triássico Médio, mas todas as evidências permaneciam ambíguas", disse Sterling Nesbitt.

Sua equipe analisou os fósseis coletados no início dos anos trinta, na Tanzânia, por uma expedição liderada pelo paleontólogo Rex Parrington. Foram seis vértebras e um úmero, preservados no Museu de História Natural de Londres.

Eles determinaram que o animal em pé media de 2 a 3 metros de comprimento, com uma altura de 1 m na bacia, e pesava entre 20 e 60 kg.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Estudo afirma que é impossível recriar os dinossauros através do DNA

Material genético não sobrevive a mais de 6,8 milhões de anos.
Filme de Steven Spielberg, 'Parque dos Dinossauros', aborda possibilidade.


Cientistas da Universidade Murdoch, da Austrália, descobriram que o DNA encontrado em material fossilizado não sobrevive a mais de 6,8 milhões de anos o que torna "altamente improvável" a extração de material genético de dinossauros para recriá-los na atualidade.
O estudo, publicado na última edição da revista da academia de ciências britânica, pode derrubar o mito que nascem com o filme "Parque dos Dinossauros", lançado em 1993 pelo diretor Steven Spielberg.
Na obra de ficção científica, o DNA dos dinossauros poderia ser extraído de mosquitos preservados em âmbar durante milhões de anos. Tais informações genéticas ajudariam na reconstrução de cromossomos dos répteis pré-históricos para reproduzi-los.
Em entrevista ao jornal australiano "Sydney Morning Herald, o cientista Mike Bunce, um dos autores da investigação, afirma que desde a década de 1990 o mito de recriar dinossauros permaneceu forte.
Para conhecer a viabilidade do experimento, Bunce e seu colega, Morten Allentoft, decidiram estudar o período de sobrevivência do DNA a partir dos restos de 158 moas, uma espécie de ave gigante já extinta e que vivia na Nova Zelândia.

A partir dessa experiência, os pesquisadores descobriram que o DNA sobrevive em fragmentos ósseos por "apenas" 6,8 milhões de anos, se for conservado a uma temperatura de -5 ºC.  De acordo com os pesquisadores, condições ambientais como temperatura, ataques microbianos e oxigenação também afetam o processo de decadência do DNA.
No entanto, o cientista australiano disse que é provável que se possa extrair uma quantidade significativa de material genético de restos fósseis com cerca de 1 milhão de anos, que estejam conservados em ambientes gélidos.
Ainda assim, existem outras dificuldades para extrair o DNA de insetos conservados em âmbar, já que eles tendem a desintegrar-se devido a seu estado de decomposição e o material costuma estar contaminado e incompleto.
Fonte > Globo - G1

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Novidades sobre Jurassic Park 4

Após vários anos de espera, enfim os fãs poderão conferir em breve Jurassic Park 4. Ao menos esta é a promessa do produtor Frank Marshall, que declarou que o filme será lançado daqui a dois anos. 

Apesar de não ter divulgado uma data de lançamento, Marshall disse que o projeto do novo filme segue em desenvolvimento. Recentemente a dupla Rick Jaffa e Amanda Silver, responsável por Planeta dos Macacos - A Origem, foi contratada para desenvolver o roteiro da nova sequência. Já está definido que Steven Spielberg não será o diretor, trabalhando apenas como produtor no longa-metragem. 

Para que Jurassic Park 4 chegue aos cinemas em 2014 será preciso definir ainda neste ano o diretor e ao menos parte do elenco, visando o início das filmagens em 2013. Ou seja, é possível que em breve surjam mais notícias sobre o assunto. 

Vale lembrar que Jurassic Park será relançado nos cinemas em 19 de julho de 2013, em formato 3D. Tudo para refrescar a memória do público sobre a série e, é claro, faturar um pouco mais com os ingressos mais caros.

Nova espécie de dinossauro descoberta no Brasil

A descoberta ocorreu após cinco anos de análises em fósseis de nove dentes pertencentes a uma espécie desconhecida de dinossauro, que foram retirados de uma pedra da Laje do Coringa. O material foi recolhido durante uma recolha de fósseis feita por estudantes do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).


O resultado da pesquisa mostra que existia uma diversidade bem maior de espécies de dinossauros que habitaram a terra. «Após um estudo minucioso, envolvendo a cooperação de cientistas brasileiros e norte-americanos, chegou-se à conclusão de que se tratava de um novo grupo de dinossauros terópodes (bípedes carnívoros) documentado no Brasil», disse o paleontólogo Rafael Lindoso, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Segundo Lindoso, a Ilha do Cajual possui um dos mais importantes sítios fossílíferos (não arqueológico) e «reúne a maior concentração de ossos de dinossauros por metro quadrado que qualquer outro em território nacional».
Após as análises, os pesquisadores também descobriram que o animal pertence ao grupo dos noassaurídeos, mas a espécie não recebeu nome devido à quantidade insuficiente de material fóssil. Os fósseis do dinossauro brasileiro estão guardados na colecção paleontológica da UFMA.
«Serão necessários novos achados em melhor estado de preservação para que possamos baptizar a nova espécie. Entretanto, as informações reunidas até ao momento permitem-nos afirmar que se trata de um novo grupo de dinossauros identificado no Brasil, conhecido como Noassaurídeos, e um dos mais antigos do mundo», explicou o pesquisador.
A pesquisa mostrou que o animal era de uma espécie rara e tinha uma dentição incomum entre os dinossauros carnívoros com «bordas serrilhadas que percorriam a face lateral dos dentes, e não a região anterior e posterior, como vulgarmente se observa na grande maioria dos dinossauros carnívoros». A provável dieta do noassaurídeo brasileiro era à base de peixes.
Segundo o paleotólogo, devido à fragilidade do esqueleto do noassaurídeos, foram raras as descobertas de fósseis do grupo. Entretanto, foram registados achados na Europa, África, América do Sul, Índia e Madagáscar.

A idade do fóssil do dinossauro brasileiro foi determinada pela idade da pedra em que os dentes do animal foram encontrados, que é de 95 milhões de anos. O fóssil é um dos mais antigos e maiores do grupo de noassaurídeos já encontrado na América do Sul.
«As rochas que afloram no litoral maranhense foram datadas a partir da década de 1960, através de estudos e levantamentos realizados pela Petrobras. Desse modo, todos os fósseis encontrados nessas rochas possuem a mesma idade desta», afirmou o pesquisador.
Para o cientista, a descoberta da nova espécie «representa um avanço no conhecimento dos dinossauros do Brasil e do mundo».
«Permite estabelecer novas teorias acerca dos movimentos e distribuição dos continentes no passado e, consequentemente, do clima. Adicionalmente, a evolução desses incríveis animais passa a ser entendida sob uma nova óptica, incluindo espécies que habitavam o Nordeste brasileiro», ressaltou Lindoso.
De acordo com o paleontólogo, os dentes do dinossauro encontrado no Maranhão são de pequeno porte – apesar de ser considerado um dos maiores dos Noassaurídeos. «A espécie foi identificada analisando-se outros fósseis de dinossauros carnívoros no mundo, procurando semelhanças e diferenças em dentes de várias espécies que permitissem classificar o novo achado. Após esse estudo, constatou-se uma notável semelhança da espécie brasileira com uma de Madagáscar, conhecida como Masiakasaurus knopfleri.»
O resultado foi reforçado com o estudo comparativo de idade dos espécimes e a distribuição geográfica. «O novo achado deveria encaixar-se num cenário, actualmente aceite pelos paleontólogos, de que esses animais viveram em massas continentais reunidas no hemisfério sul (Gondwana) e durante o período Cretáceo, entre há 145 e 65 milhões de anos. Chegamos à conclusão de que a descoberta brasileira encaixa perfeitamente nesse cenário», afirmou Lindoso. O Gondwana correspondente ao que é hoje a África, América do Sul, Antárctica, Austrália e Indo-Madagáscar.
Segundo o pesquisador, o ambiente Cretáceo nas terras de Gondwana tinha por característica um estuário, com a presença de «rios enormes desaguando no mar, vegetação luxuriante em meio a um clima árido. Foi a época de surgimento do Atlântico Sul, quando apareceram os primeiros golfões e as elevações do nível do mar assolavam o litoral». O cenário era de transformação e a ocorrência de terramotos e chuvas eram constantes que criavam novos habitats de espécies animais e vegetais.

Fonte:

  • Diário Digital

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estudo: asteroide não foi único culpado por extinção de dinossauros



Os grandes dinossauros herbívoros já estavam em decadência, ao contrário dos carnívoros, quando um meteorito provocou o desaparecimento de todos esses répteis ao cair na Terra há 65 milhões de anos, indica um estudo publicado nesta terça-feira. "Muita gente acha que a extinção dos dinossauros se deveu a um asteroide que matou todos eles", afirma o paleontólogo do Museu de História Natural de Nova York, Steve Brusatte. "Hoje podemos dizer que, provavelmente, as coisas foram mais complicadas", acrescentou.
Alguns cientistas acreditam que os dinossauros terrestres desapareceram depois que um meteorito atingiu a Terra no período Cretáceo-Terciário. Já o estudo publicado pela Nature Communications se baseia na comparação das estruturas dos esqueletos de 150 espécies diferentes de dinossauros terrestres para ver como mudaram com o tempo. O objetivo era saber se uma espécie declinava ou, ao contrário, estava aumentando suas possibilidades de sobrevivência.
Dessa forma, chegou à conclusão de que os grandes herbívoros com chifres ou bico de pato reduziram sua variedade durante os 12 últimos milhões de ano do Cretáceo. "Estes dinossauros estavam se tornando cada vez mais parecidos uns com os outros, estavam perdendo a variedade. No geral, quando se vê uma redução da anatomia de um tipo, isso quer dizer que o grupo está em dificuldades", assegurou.
Ao contrário, os grupos que aumentam sua variedade têm maiores possibilidades de sobreviver porque podem ocupar novos nichos de habitat ou adaptar-se melhor à mudança, segundo o pesquisador. Até o fim do Cretáceo, os grandes dinossauros herbívoros estavam em decadência, mas os grandes carnívoros e os herbívoros de tamanho médio prosperavam.
"O que se pode dizer com seriedade agora é que, quando o asteroide caiu e começaram as erupções vulcânicas, não atingiram um mundo no qual tudo estava indo bem, um mundo estático", avaliou Brusatte. "Naquela época, os dinossauros, ou pelo menos alguns deles, conheciam importantes mudanças evolutivas e pelo menos esses herbívoros grandes estavam em decadência", concluiu.

Fontes:
  • AFP
  • Terra

domingo, 29 de abril de 2012

Aniversário: 3 anos do Blog Dino World!




No dia 29 de Abril de 2012 o Blog Dino World completa 3 anos de idade!

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Fique atento, que ao longo do tempo, o Blog irá crescer muito mais!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Descoberto maior dinossauro com plumagem

Paleontólogos chineses e canadenses descobriram o fóssil do maior dinossauro com penas encontrado até hoje. O tiranossauro chamado de Yutyrannus huali, que significa" belo tirano com penas", media nove metros e pesava cerca de 1400 quilos. Embora fosse muito menor que oTiranossauro rex, o peso do novo dinossauro era 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.

Apesar de contar com penas de 15 centímetros estes dinossauros que viveram na Terra há 125 milhões de anos eram incapazes de voar. Além de serem muito pesados para saírem do chão, havia uma questão aerodinâmica nas penas que impedia o voo. "As penas eram filamentosas eram estruturalmente mais parecidas com cabelos ou cerdas do que as plumas das aves modernas, portanto não formavam superfície aerodinâmica para o voo", disse Corwin Sullivan, paleontólogo canadense que participou do estudo publicado no periódico científico Nature.


Os pesquisadores acreditam que as penas tinham a função de isolamento térmico. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente. Eu suspeito que que o Y. huali era um animal de sangue quente para que pudesse se beneficiar deste mecanismo de retenção de calor", disse Sullivan.

A descoberta foi feita a partir da análise de três esqueletos completos do Yutyrannus huali . Até então, paleontólogos só haviam encontrado dinossauros com penas semelhantes à de pássaros com tamanhos semelhantes ao de uma galinha.

O caso do Yutyrannus, cujo corpo era apenas parcialmente coberto com penas, pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se tenha sido muito mais frio do que o resto do Cretáceo, 10°C contra 18°C em média.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "evoluiu de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores.
Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo.

Fonte:
  • IG - Último Segundo / Ciência

sábado, 31 de março de 2012

Hora Do Planeta 2012





O que é?
A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

Quando?

Sábado, dia 31 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2012.

Onde?
No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... em 2011, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Encontrada tartaruga do tempo dos dinossauros ainda desconhecida

Uma equipe de paleontólogos descobriu em Isona i Conca Dellà (Pallars Jussà, Pre-pirineo de Lleida, Catalunha), os restos fossilizados de uma espécie de tartaruga até agora desconhecida que viveu no tempo dos dinossauros e com eles se extinguiu no final do Cretáceo.

Os investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont, do Museu da Conca Dellà e da Universidade Autónoma de Barcelona, responsáveis pelo estudo, batizaram a espécie como Polysternon isonae. O estudo está publicado na revista «Cretaceous Research».


Pre-pirineo de Lleida é uma zona muito rica em fósseis de dinossauros (com 65 e 70 milhões de anos). Por lá já apareceram restos de ossos, ovos e pegadas. O território, hoje montanhoso, era naquela época uma planície costeira aberta ao oceano Atlântico, com um clima tropical quente e uma vegetação abundante onde até se podiam encontrar palmeiras. Crocodilos, peixes e tartarugas estavam entre as numerosas espécies que habitavam este ecossitema.

Embora seja vulgar encontrar restos fósseis de tartarugas, estes consistem apenas em partes isoladas da carapaça. Descrever esta uma nova espécie foi possível pois os investigadores descobriram, durante as campanhas de 2008 e 2009, restos de carapaças bastante completas que preservavam partes do esqueleto inteiror, mostrando rasgos morfológicos.

Até agora conheciam-se duas espécies de tartarugas do género Polysternon, a provinciale e a atlanticum. Estas habitavam na zona que actualmente corresponde ao sul de França e à Península Ibérica. Eram animais adaptados à água doce e viviam nas zonas mais profundas dos rios e dos lagos.

As da espécie agora descrita, a isonae, tinham uma carapaça oval e mediam 50 centímetros de comprimento e 40 de largura. Os seus restos conservaram-se durante milhões de anos num estrato de arenito muito duro. Ao contrário desta tartaruga que se extinguiu com os dinossauros e as outras do mesmo gênero não.

Fonte:
  • Ciência Hoje

Escavações de titanossauro brasileiro estão adiantadas

Com mais de 15 dias de escavações, a equipe de pesquisadores chefiada pelo paleontólogo mariliense, Willian Nava já encontrou mais de 20 ossos do fóssil do titanossauro. Os ossos foram localizados na estrada que dá acesso a Júlio Mesquina a 25 quilômetros da cidade.

Mesmo presa na rocha já é possível visualizar algumas partes da ossada como as vértebras cervicais (do pescoço), costelas de variados tamanhos e ossos da cintura pélvica ou bacia. O paleontólogo da UnB (Universidade de Brasília) Rodrigo Santucci, que também participa das escavações diz que existem outros ossos que ainda não foram identificados.

“Quanto mais escavamos aparecem mais ossos. Até o final do trabalho vamos focar na descoberta das vértebras cervicais e do crânio”, disse.

A ideia é reproduzir os ossos encontrados no local e fazer uma praça para visitação. “O turismo de Marília vai ganhar muito com a descoberta e deve atrair muito mais visitantes para o museu de paleontologia”, disse Willian Nava. As peças originais ficarão no museu.

Essa temporada de escavações foi iniciada no dia 7 de fevereiro com a ajuda de uma máquina pá carregadeira cedida por construtoras da região.

Segundo Nava, o equipamento possibilitou a retirada das mais de duas toneladas de rocha que escondiam a ossada. “A solidez do solo foi um dos motivos que nos fez interromper os trabalhos ano passado”, disse o paleontólogo.

Os trabalhos serão encerrados no próximo dia 29, quando os pesquisadores voltarão para suas atividades acadêmicas em suas respectivas universidades.

Originalmente o animal tinha aproximadamente 300 ossos e a idade da ossada encontrada na região de Marília em 2009 foi estimada em 80 milhões de anos. A descoberta é bastante comemorada pela equipe de pesquisadores.


Fonte:
  • Jornal Diário De Marília

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O caso "Archaeoraptor" Evolucionismo X Criacionismo

‘Archaeoraptor’ (Archaeoraptor lianingensis) foi o nome dado a um fóssil forjado e apresentado em um artigo de 1999 da revista National Geographic em um artigo chamado “Feathers for T. Rex?” de Christopher P Sloan. De acordo com o artigo da National Geographic sobre o Archaeoraptor a história da fraude começa em 1997 na região de Xiasanjiazi, na China, onde agricultores habitualmente escavam poços com o objetivo de achar fósseis para vendê-los a colecionadores, uma prática ilegal que na época era, e ainda é, comum .

Um agricultor encontrou um fóssil raro de uma ave com dentes e o fóssil se quebrou quando estava sendo recolhido. Foi então que, provavelmente, perto dali, o agricultor encontrou um outro fóssil, desta vez de uma cauda e patas traseiras com penas que o agricultor juntou ao pedaços do outro fóssil, criando a partir dos dois fósseis, um fóssil completo que valeria muito mais.

O fóssil foi construído com o corpo de um Yanornis (Yanornis martini), uma ave primitiva, e as pernas e a cauda, com as partes de um Microraptor (Microraptor zaoianus), um pequeno dinossauro terópode com penas.

O fóssil foi vendido em junho de 1998 a um colecionador anônimo e foi contrabandeado para os Estados Unidos. Já por volta do outono de 1998, rumores, circulavam na reunião anual de paleontologia de vertebrados no estado de Utah, de que um novo fóssil muito importante de uma ave primitiva que estaria em mãos de um colecionador que havia sido apresentado, pela primeira vez, num "gem show" em Tucson, Arizona. Em fevereiro de 1999, o museu dos dinossauros, que pertence a Stephen A Czerkas e a sua mulher Sylvia Czerkas, comprou o fóssil por 80.000 dólares. O casal, então, contactou o paleontólogo Phill Currie que, por sua vez, contactou a National Geographic Society. Currie concordou em estudar o fóssil com a condição de que seria devolvido à China.
A National Geographic Society pretendia que o fóssil fosse apresentado nas páginas da revista cientifica "Nature", seguido por uma conferência de imprensa da National Geographic, mas o editor Bill Allen pediu a todos os membros do projeto que o fóssil fosse mantido em segredo, enquanto os Czerka pretendiam que o fóssil fosse a "jóia da coroa" do seu museu dos dinossauros e queriam expô-lo durante cinco anos. Sloan disse que viajou até o estado do Utah para convencer Stephen Czerka a devolver o fóssil à China após ser publicado, caso contrário não o publicaria na revista e Currie não trabalharia nele. O Czerkas concordaram e Currie contactou o instituto de paleontologia de vertebrados e paleoantropologia (IVPP), em Pequim, na China, e a National Geographic trouxe o Dr Xu Xing do IVPP para o Utah para fazer parte da "Equipe Archaeoraptor".
Durante o exame inicial por Phill Currie, em 6 de Março de 1999, já tinha se tornado claro para o pesquisador que o fóssil tinha sido construído colando pedaços de diferentes fósseis e que não havia qualquer ligação entre a cauda e o corpo. E 29 julho de 1999, Currie e o casal Czerka, submeteram o fóssil ao raio X de alta resolução, na universidade do Texas, através do qual foi confirmado que a parte inferior do fóssil, com a cauda e as pernas, não fazia parte do fóssil maior que era relativo ao corpo.

O Dr Timothy Rowe, fundador e coordenador das instalações de raio X de alta resolução da universidade, informou ao casal Czerka que havia a possibilidade do fóssil ser falso. Depois de uma discussão, Rowe e Currie, foram pressionados pelos Czerka para manterem em segredo suas suspeitas. Em setembro, Currie, mandou seu assistente Kevin Aulenback ao museu dos dinossauros para preparar o fóssil para estudá-lo melhor. Aulenback concluiu que o fóssil era "Um espécime composto por pelo menos 3 espécimes...com um máximo... de cinco... espécimes distintos". O casal Czerka negou isso e infelizmente Aulenback apenas avisou Currie que, entretanto, não informou a National Geographic.
Em 20 agosto de 1999, a Nature rejeitou o artigo submetido (que seria de autoria conjunta dos Czerka, Rowe, Xu e Currie), avisando aos Czerka, que recusara a publicação por que, como os Czerka haviam recusado adiar a apresentação do achado, haveria muito pouco tempo para revisão de pares. Apóseste fato, os autores enviaram o artigo para a revista "Science" que também o rejeitou, com dois dos revisores informando que o fóssil tinha sido "contrabandeado da China e comprado ilegalmente" e que também havia sido "adulterado" "para aumentar o seu valor". Sloan disse que os Czerka nunca informaram a National Geographic, e a ele, dos detalhes das duas rejeições e, por isso, o artigo, sobre o Archaeoraptor, acabou sendo realmente publicado na National Geographic, uma ótima revista de divulgação, mas sem nunca ter passado pelo processo de revisão de pares, um requisito fundamental do processo de avaliação científica.
O caso do Archaeoraptor foi, e ainda é, usado por muitos criacionistas para tentar ridicularizar a teoria da evolução e os biólogos e paleontólogos que a ela investigam (que não tiveram nada a ver com a fraude). Muitos criacionistas tentaram alegar que o Archaeoraptor era uma tentativa frustrada de evolucionistas para provar a evolução ou tentaram usá-lo para tentar mostrar que a ciência não funciona e que pode ser facilmente enganada e, por isso, que só a "ciência" da criação funciona. Esta fraude, entretanto, mostra que, de fato, a ciência funciona porque, através de minuciosa pesquisa, a fraude foi descoberta e a espécie de dinossauro, a que pertencia uma das partes do fóssil montado, Microraptor zaoianus, foi confirmada como sendo uma nova descoberta. Estes fatos renderam duas publicações, uma desmascarando a fraude e a outra descrevendo o novo fóssil e discutindo sua real importância.

Fonte:


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