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domingo, 16 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Pegadas de 90 milhões de anos descoberta na Patagônia

 Giganotosaurus, encontrado na Patagônia.


Várias pegadas de dinossauros, algumas de até 1,20 metro de diâmetro, foram encontradas na província de Neuquén, na Patagônia argentina, informou nesta quarta-feira (12/05/2010) Jorge Calvo, geólogo da Universidade Nacional de Comahue.


 
"Há diversas pegadas de dinossauros saurópodes (grandes dinossauros herbívoros e quadrúpedes) de tamanhos variados", disse o pesquisador em um comunicado de imprensa no qual qualificou a descoberta como "espetacular", na região popularizada com o nome de "Jurassic Park" argentino.

 
As pegadas foram encontradas casualmente alguns dias atrás por uma professora de ioga que realizava sua rotina de exercícios ao ar livre na região de Los Barreales, no nordeste da província.

 
"Vi primeiro um fosso, depois outro e depois mais um, e me dei conta de que eram as pegadas de uma caminhada de dinossauros", disse Silvia Cuevas, ao relatar a descoberta.

 
Calvo disse que "se trata dos mesmos níveis fossilíferos que colocaram o sítio como um dos lugares mais ricos em dinossauros e fauna associada da América do Sul", destacou.

 
"As pegadas estão em bom estado de conservação, mas por enquanto, não há detalhes para estabelecer afinidades", explicou Calvo, diretor do Conetro de Pesquisas Paleontológicas Lago Los Barreales.

 
O cientista calculou que as pegadas encontradas "têm 90 milhões de anos".

 
A região é considerada uma das jazidas arqueológicas mais importantes da América do Sul, onde foram encontrados fósseis do Cretáceo.

 
A Argentina atraiu o olhar do mundo científico no final dos anos 1980, quando foram descobertos fósseis do Argentinosaurus Huinculensis, o maior herbívoro conhecido - de 40 metros de comprimento -, na província de Neuquén.

 
Em 1993, foram encontrados os restos do Giganotosaurus Carolinii, o maior dinossauro carnívoro do mundo, entre dezenas de descobertas em sítios que ainda estão sendo explorados.


Fonte:
  • AFP 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Identificados elementos químicos em espécie com 150 milhões de anos


Representação artistica de um Arqueopterix.

 

Cientistas conseguiram pela primeira vez identificar elementos químicos em espécie com 150 milhões de anos



"Foi como tocar em fantasmas." A expressão do geoquímico Roy Wogelius, da Universidade de Manchester (Reino Unido), revela que o próprio investigador ficou impressionado com a descoberta do seu grupo, sobre um fóssil que é um ícone da paleontologia e do qual já não se esperavam novidades bombásticas. Mas a surpresa aconteceu. Roy Wogelius coordenou uma equipa que pela primeira vez conseguiu ver os elementos químicos deixados por tecidos vivos num fóssil com 150 milhões de anos. Nomeadamente, os que correspondem às penas e que são o primeiro elo químico entre aves e dinossauros. Este caminho, diz o cientista, "é o futuro da paleontologia e uma mudança de paradigma na investigação".




A descoberta, publicada esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi feita graças à análise num acelerador de partículas de um fóssil de Archaeopteryx, uma espécie que está a meio caminho entre os dinossauros e as aves - é considerada, aliás, a primeira ave - e que viveu há 150 milhões de anos.


Os investigadores detectaram quantidades ínfimas de enxofre e fósforo, elementos que existem nas penas dos pássaros modernos, e também zinco e cobre, que são nutrientes essenciais para estes animais. Ao todo foram detectados seis elementos químicos distribuídos de forma diferente pelas várias partes do fóssil.


O fato de se terem encontrado diferentes concentrações desses elementos nos restos fossilizados e nas rochas envolventes confirma que os químicos no fóssil são vestígios do ser vivo que aquela "dino-ave" foi há 150 milhões de anos, segundo os cientistas.


A análise foi feita no Stanford Synchrotron Radiation Lightsource, na Califórnia (EUA), cujo sistema de raio X muito "luminoso" revelou o mapa químico do fóssil.


"Até agora falávamos de um laço físico entre aves e dinossauros, agora encontrámos um laço químicos entre eles", conclui o coordenador da investigação.


A meio caminho entre ave e dinossauro, o Archaeopteryx, era uma vertebrado com a dimensão de um corvo que viveu no final do Jurássico e que é considerado a ave mais antiga, já de que é a mais antiga da qual há registos fósseis. Tinha dentes de dinossauro e uma longa cauda de ossos, mas tinha também elementos de ave, como as asas com penas, que lhe permitiam planar e voar entre as árvores. A primeira vez que se encontraram fósseis desta espécie já extinta foi há 150 anos, apenas um ano depois de Charles Darwin ter publicado o seu livro A Origem das Espécies e constituiu na altura a melhor prova até aí existente da teoria da evolução. Desde então já se descobriram nove outros fósseis da mesma espécie.


Fonte:
  • DN Ciência

sábado, 8 de maio de 2010

Ossos de Prestosuchus serão espostos em um Museu de Ciências Naturais


Ossos de tecodonte irão para o Museu de Ciências Naturais da Ulbra, em Canoas


Representação artística de um Prestosuchus


Após 30 dias de trabalho, finalmente foi exposto um dos mais completos fósseis de tecodonte Prestosuchus já encontrados no Rio Grande do Sul. Ele está num sítio paleontológico em Dona Francisca, na região central do Estado, e foi encontrado pela equipe liderada pelos paleontólogos Sérgio Cabreira e Lúcio Roberto da Silva, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).

Segundo conta o professor Cabreira, na rocha em que os fósseis do réptil foram achados, pode-se ver a pata articulada com a perna, a perna com o fêmur, o crânio com a coluna cervical, entre outras articulações. Os tecodontes viveram no período Triássico, há aproximadamente 238 milhões de anos. À época, mediam sete metros de comprimento, 1m60cm de altura e pesavam quase uma tonelada. Eram grandes predadores de seu tempo, sendo ancestrais dos dinossauros e dos crocodilos.


Fonte:
  • Zero Hora

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fóssil de pequeno saurópode na Transilvânia ajuda em pistas evolutivas

 Ilustração da possível aparência de um Magyarosaurus. Mihai

Em 1895, a irmã do paleontólogo Franz Nopcsa descobriu pequenos ossos de dinossauro na propriedade da família, na Transilvânia. Nopcsa interpretou o achado como vestígios de animais de tamanho reduzido, que teriam vivido numa ilha. No entanto, durante décadas, a descoberta de ossos de grandes dinossauros na mesma área convenceu cientistas de que Nopcsa estava errado, e de que os pequenos ossos pertenceriam a um filhote.


Agora, no entanto, um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) indica que o paleontólogo do século retrasado estava certo. Uma equipe liderada por Koen Stein e Martin Sander, da Universidade de Bonn, cortou os ossos do pequeno fóssil para estudar sua microestrutura.

"Osso é um tecido vivo, e se dissipa e se reconstrói ao longo da vida do animal", explica Stein, em nota. "Fomos capazes de distinguir essas características de reconstrução no Magyarosaurus, o que prova que ele era adulto".


 
O Magyarosaurus tinha o tamanho aproximado de um cavalo, o que representa algo muito pequeno para um animal de sua classe, os chamados saurópodes. Espécies que precisam se adaptar a ambientes com recursos limitados, como ilhas, muitas vezes acabam tendo o tamanho reduzido. O fato já foi documentado em fósseis de elefantes e hipopótamos anões descobertos no Mediterrâneo, e essa foi a explicação sugerida por Nopcsa há mais de 100 anos.

 
"Nosso estudo mostra que dinossauros em ilhas estavam sujeitos aos mesmo processos ecológicos e evolucionários que moldam os mamíferos modernos", afirmou Martin Sander.


Fonte:
  • Estadão 

sábado, 1 de maio de 2010

Nova espécie de pterossauro é descoberta



Cientistas descobriram que um fóssil descoberto em 2006 próximo a uma estrada no Estado americano do Texas pertence a uma nova espécie de réptil voador, ou pterossauro, chamada de Aetodactylus halli. O nome é uma homenagem ao homem que achou o fóssil, Lance Hall, membro da Sociedade Paleontológica de Dallas e que procura fósseis por hobby. As informações são da Live Science.



De acordo com os cientistas da Universidade Southern Metodist, o animal encontrado tinha cerca de 2,7 m de envergadura e vivia há 95 milhões de anos na região que hoje é o norte do Texas.


Hall afirma à reportagem que acreditava que tinha encontrado uma concha de ostra quando explorava um pequeno vale. "Eu comecei a remover a terra e notei que era a mandíbula de alguma coisa, mas eu não tinha ideia do quê. Estava de cabeça para baixo e quando eu virei e na parte do focinho não tinha nada além de uma longa fila de buracos de dentes", disse Hall.


Mais tarde, cientistas lhe disseram que pertencia a um pterossauro, grupo de animais que dominou os céus por mais de 200 milhões de anos e foi extinto junto com os dinossauros, além de muitas plantas e outros animais.


A mandíbula encontrada tem cerca de 38 cm e restavam apenas dois dos 54 dentes, segundo o paleontólogo Timothy S. Myers, que identificou e nomeou o animal. Os cientistas acreditam que pelo espaçamento entre eles, os dentes superiores e inferiores se cruzavam quando o pterossauro fechava a boca.


Os pesquisadores afirmam que o mais surpreendente nesse animal é justamente o fato de ele ter dentes, já que seus parentes que viviam na América do Norte não costumavam ter dentes, com uma exceção, o Coloborhynchus.





Fonte:
  • Terra

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Mudanças na plumagem



Uma pesquisa do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia de Pequim indica que a espécie de dinossauro Similicaudipteryx, que fazia parte do grupo de dinossauros "ladrões de ovos" conhecido como oviraptossauro, sofria grandes mudanças na plumagem ao crescer. As informações são da Nature.



Segundo o estudo, fósseis que mostram dois espécimes do Similicaudipteryx em estágios diferentes de crescimento indicam que o filhote tinha penas de voo muito diferentes das do fóssil adulto. A descoberta indica que, ao contrário das aves, que mudas as penas quando muito jovens, o dinossauro tinha um estágio "intermediário", de troca de plumagem na juventude.


De acordo com a revista, ornitologistas e biólogos vêem com cautela a descoberta. O ornitologista Richard Prum, da Universidade de Yale, por exemplo, diz que quando os pássaros regeneram suas penas, as novas crescem enroladas em uma espécie de tubo. Segundo Prum, o fóssil pode ter preservado penas crescendo desta maneira, assim como as aves atuais.


Já o biologista Cheng-Ming Chuong, da Universidade do Sul da Califórnia, diz que "se dermos aos autores o benefício da dúvida (...) será a primeira demonstração de que estes dinossauros com penas podem sofrer alterações de plumagens na vida".

Fonte:
  • Terra

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Aniversário: 1 ano do Blog Dino World!


Ás 18:30 do 29 de Abril de 2009 o Blog Dino World foi fundado!




No dia 29 de Abril é o aniversário do Blog Dino World, irei contar um pouco da história do Blog:

No começo, como acontece na maioria dos blogs o Dino World tinha poucos seguidores e seu Layout tinha menos coisas. Eu criei o Blog com a intenção de compartilhar e aprender mais sobre paleontologia no geral, de início as postagens eram mais pobres em informações, mas com o passar do tempo elas ficaram mais ricas e melhores, conforme o tempo fui adquirindo mais amigos e parceiros que me ajudaram a deixar o Blog mais completo e mais popular.

Com o tempo mais ideias foram surgindo, todo mês, desde o início de 2010 eu faço uma enquete e depois posto o ranking e a matéria do vencedor. Adicionei também mensagem de boas-vindas, além de dicas, relógio, previsão climática e contadores, e muito mais gadgets.

Foi em Julho de 2009 que o número de seguidores e visitas cresceu, até agora média de 14 500 visitantes passaram pelo Blog e a média máxima de pessoas por dia é de 6 visitantes e é 34 seguidores o número até o primeiro ano completo do Dino World. Algo especial que o blog recebeu foram os selos, que são 8 no total até agora, e gostaria de agradecer novamente os donos de blogs que me enviaram os selos.

Gostaria de agradecer também a todos os seguidores e todos que frequentam o Blog, e que a missão de aumentar os seguidores e melhorar ainda mais as postagens aumente ao longo da vida do Dino World, até mais!



Novo mascote do Blog Dino World!


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Beleza de 90 milhões de anos

Estudo conduzido por pesquisador da Unicamp conclui que a família das borboletas ninfalídeas, uma das mais comuns do mundo, existe desde a pré-história, tendo sobrevivido à colisão do asteroide que eliminou os dinossauros da Terra.





Insetos voadores de asas coloridas que passeiam entre flores e plantas, inspirando pesquisadores, poetas e observadores casuais. Seja na cidade ou no campo, o encontro com uma diversidade enorme de borboletas não costuma ser algo raro. O que muitos não sabem, porém, é que alguns desses delicados animais são pré-históricos. Estudo do pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) André Freitas, em parceria com um grupo internacional, concluiu que a família das ninfalídeas, uma das mais comuns do mundo, existe há pelo menos 90 milhões de anos, época em que os dinossauros ainda caminhavam na Terra.



Segundo a pesquisa, a queda do asteroide que extinguiu os grandes répteis e várias outras espécies de plantas e animais há 65 milhões de anos não foi capaz de eliminar as ninfalídeas do planeta, apesar de ter reduzido drasticamente o número de espécies da família, de 40 para 10, aproximadamente.


A queda na diversidade, no entanto, não impediu que as ninfalídeas se tornassem uma família numerosa no presente. Atualmente, são contabilizadas 12 subfamílias e quase 7 mil espécies no mundo todo, com exemplares dos mais variados tamanhos, pesos, cores e hábitos. Para chegar a esses números, a pesquisa contou com a participação de especialistas dos Estados Unidos, da Suécia e da Finlândia, além do Brasil.


O trabalho que enfatiza a evolução e a diversidade das ninfalídeas é bastante amplo e não se resume apenas ao cálculo do tempo de existência dessa família na Terra. A análise considerou 235 características morfológicas e 10 trechos de DNA. Os pesquisadores também analisaram a planta hospedeira característica para cada uma das subfamílias. A partir daí, Freitas elaborou uma espécie de árvore evolutiva das borboletas. Fósseis também foram utilizados para a descoberta da idade dos insetos. “A idade de origem da família inteira, a genealogia e os fósseis nos permitiram concluir que a diversidade de borboletas da família das ninfalídeas sofreu uma queda acentuada há 65 milhões de anos”, destaca o professor da Unicamp.


De acordo com Freitas, outras famílias de borboletas também devem ter sofrido uma redução semelhante naquele período. Numa projeção em parte irreal, mas ilustrativa, caso o asteroide não tivesse caído sobre a Terra, hoje haveria um número três vezes maior de espécies de ninfalídeas no mundo. “Como os continentes (África, América do Sul, Antártida, Austrália) ainda estavam muito próximos, acreditamos que o grupo tenha surgido em toda essa região. Atualmente, elas ocorrem no mundo inteiro, menos na Antártida, pois o continente inteiro é congelado”, afirma o cientista. Ele lembra que as ninfalídeas apresentam uma única característica em comum: o primeiro par de pernas é tão reduzido que dá a impressão de elas só possuírem quatro patas. “Em alguns lugares do planeta, inclusive, são conhecidas dessa forma”, ressalta.


Asas transparentes


Com a colaboração da pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) Karina Silva-Brandão, Freitas está obtendo dados mais precisos a respeito de algumas espécies de ninfalídeas. Exemplo disso são as borboletas de asas transparentes, pertencentes à subfamília Ithomiinae. Num estudo publicado no ano passado, em parceria com a pesquisadora francesa Marianne Elias, à época membro da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, os brasileiros mostraram que essas borboletas já viviam há mais de 15 milhões na região dos Andes. Naquele tempo, a região ainda não era montanhosa.


De acordo com os especialistas, à medida que o tempo foi passando, as montanhas foram se erguendo e os ambientes passaram a ficar isolados por vales e picos. “Tal situação contribuiu para a diversificação dessa subfamília”, destaca Karina. Responsável pelas análises de laboratório que permitiram o estudo das ninfalídeas, Karina destaca a importância de análises históricas, além dos fósseis e do material coletado em campo. “Ao compararmos as sequências de espécies diferentes, é possível estimar há quanto tempo, em milhões de anos, elas se separaram. Depois disso, analisamos historicamente, por meio de registros de outros pesquisadores, o que ocorreu de fato naquela data com a vegetação, a altura de montanhas que separavam as espécies, o surgimento de um rio, uma glaciação que tenha baixado a temperatura de uma região, entre outras características”, explica.


Para André Freitas, as borboletas fazem parte de mais um grupo que sofreu uma queda na diversidade há 65 milhões de anos. Porém, nada impediu que hoje esses insetos de grande importância ecológica se diversificassem pelos quatro cantos do mundo. Segundo ele, não é difícil identificar indivíduos pertencentes à família das ninfalídeas. Exemplares azuis e enormes, que costumam ser encontrados próximos à cachoeiras, por exemplo, pertencem à família. Borboletas conhecidas como monarcas, cujas asas são de cor alaranjada com listras pretas e marcas brancas, também. “No Parque da Cidade, em Brasília, é possível encontrar algumas dessas espécies”, conta o pesquisador.


Fonte:
  • Correio Braziliense

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