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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Wallpaper _ Deinosuchus


Olá pessoal, estou postando mais um Wallpaper, esse em especial é do Deinosuchus, a ilustração é de Raúl Martin.


Sanguessuga gigante é o mais pequeno dos 'T. rex'

Foi no nariz de uma criança peruana que foi descoberta esta sanguessuga. Os investigadores dizem que a espécie já existia há 200 mil anos e deram-lhe um nome semelhante a um dinossauro.




Uma rapariga peruana da região de San Martin foi ao médico, em 1997, queixando-se de fortes dores de cabeça. Segundo a jovem, as dores teriam começado depois de uns mergulhos no rio. Após uma série de exames, os médicos descobriram a causa: a rapariga tinha uma sanguessuga gigante no nariz, que, descobriu-se agora, é de uma espécie que já andava na Terra no tempo dos dinossauros.

O facto de explorar os narizes alheios parece ser um hábito familiar da Tyrannobdella rex - nome que recebeu pelos seus 44,5 milímetros de comprimento e por ter uma única mandíbula com grandes dentes e uns órgãos genitais muito pequenos. "Não há dúvida de que a mais antiga espécie da família desta sanguessuga partilhou o mesmo meio dos dinossauros, há 200 milhões de anos. Os antepassados deste T. rex podem ter andado no nariz do outro T. rex", disse Mark Siddall, curador da Divisão de Zoologia de Invertebrados do Museu Americano de História Natural, ao jornal britânico Telegraph.
Até agora, os cientistas desconhecem qual é a sua fonte de alimento, apesar de considerarem que os locais favoritos deste invertebrado são o nariz e a boca dos mamíferos aquáticos, locais que "habitam" durante semanas.
A sua morfologia e o seu ADN levaram os investigadores a relacionarem a Tyrannobdella rex com outra sanguessuga que tem uma preferência pela boca das cabeças de gado mexicanas. Isto fez com que as relações de parentesco das sanguessugas fossem revistas. Os dados morfológicos e genéticos relacionam a T. rex com a Pintobdella chiapasensis, uma sanguessuga de Chiapas (México) que se alimenta apenas do tapir (animal sul--americano), mas que também infecta as vacas. Tem ainda relações com outras sanguessugas da Índia e Taiwan, como a Dinobdella ferox, conhecida por se alimentar de membranas mucosas e de já ter atacado humanos. Todas estas espécies e outras do México, África e Médio Oriente constituem a família das Praobdellidae, um grupo de sanguessugas com uma conduta alimentar semelhante que põem em risco a saúde humana.
Os antepassados desta família de sanguessugas compartilharam o meio ambiente com os dinossauros há 200 milhões de anos. A nova T. rex partilha este nome abreviado com outras quatro espécies. Estas incluem dois fósseis do período Minoceno; um caracol e um escaravelho; uma formiga que existe na Malásia na actualidade e ainda Terópodos do Período Cretáceo.

 
 
Fonte:
  • DN Ciência

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Barata de 300 milhões de anos ganha imagem em 3D

Modelo 3D do ancestral das baratas


Um ancestral da barata que caminhou há 300 milhões de anos foi recriado em detalhes em um modelo de fóssil virtual 3D.

A Archimylacris eggintoni viveu no período em que a vida havia acabado de sair do mar; o animal deu origem não só às baratas, como também aos cupins e louva-a-deus.
Esses insetos viveram entre 359 milhões e 299 milhões de anos atrás (ou seja, surgiram muito antes dos dinossauros), passando a maior parte de seu tempo no solo das florestas iniciais do planeta, comendo restos de animais e deixando fósseis entre 2cm e 9 cm de comprimento e cerca de 4 cm de largura.

Alguns destes fósseis foram analisados pela equipe do Imperial College London liderada por Russell Garwood. Os cientistas utilizaram um aparelho de tomografia que tirou 3142 raios-X dos fósseis e os compilou em um modelo 3D.
Graças a essa análise especial feita pelo software, partes desconhecidas dos animais puderam ser observadas. É o caso de uma estrutura presente na perna da Archimylacris que permitia que ela se grudasse em superfícies mais lisas, o que deve ter sido uma forma de colocar seus ovos em locais altos, mais a salvo de predadores.
A ideia é usar a técnica em outros fósseis como, por exemplo, uma forma de aranha primitiva. O estudo com a ancestral da barata foi publicado na Biology Letters


Fonte:
  • Abril.com

domingo, 11 de abril de 2010

Calçamento na região de Araraquara revela pegadas fósseis de dinossauros

Animais deixaram vestígios na areia há 140 milhões de anos; paleontólogo da Ufscar reuniu mais de mil lajes de arenito com rastros

Há um mês, Valéria Ribeiro comprou uma lanchonete na Rua Itália, em Araraquara, interior de São Paulo. Do antigo dono, ouviu histórias sobre pegadas de dinossauro na calçada. Sozinha, não encontrou nada. Precisou da ajuda do paleontólogo Marcelo Adorna Fernandes para identificar, em uma laje do calçamento, a pegada do réptil de três dedos que viveu há 140 milhões de anos na região.



Valéria não sabia que os pavimentos da cidade - retirados de pedreiras de arenito, hoje desativadas - guardam memórias jurássicas. A região já esteve na borda de um imenso deserto: um cenário desolador que se estendia por 1,3 milhões de quilômetros quadrados até o Uruguai.


Nos oásis de Araraquara, os animais matavam a sede e deixavam seus rastros sobre a areia molhada. O vento cobriu as pegadas com o pó das dunas e o tempo se encarregou de transformar a areia em rocha.


As condições geológicas e de umidade não conservaram as ossadas fósseis dos dinossauros. Contudo, foram perfeitas para preservar seus rastros.


Martelo e cinzel. Em 1984, Fernandes gastou 4 mil cruzeiros - R$ 15, em valores corrigidos - para comprar a edição de novembro da revista Ciência Hoje. O título "Dinossauros do Brasil" despertou o interesse do rapaz de 15 anos quando passava pela banca de jornais. Ao ler a revista, descobriu que Araraquara, sua cidade, tinha pegadas pré-históricas.


Hoje, Fernandes trabalha na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Cuida da maior coleção de pegadas fósseis do Brasil, com quase mil peças. Parte do acervo ocupa dois ambientes do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da universidade. Também há muitas pedras encostadas nas paredes da casa do pesquisador, esperando um abrigo definitivo.


A joia do acervo - uma trilha com cerca de 4 metros - está guardada em um galpão emprestado da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O rastro pertenceu a um ornitópode, dinossauro herbívoro e bípede, que tinha 5 metros de comprimento - do focinho à ponta da cauda -, 3 metros de altura e pesava 2 toneladas. A peça foi achada na pedreira São Bento, a 15 quilômetros do centro de Araraquara, e valeu uma conferência no Congresso Brasileiro de Paleontologia, em 2007.


Fernandes passava horas nas pedreiras - origem de boa parte do calçamento da região -, acompanhado da mulher, a bióloga Luciana, parceira nas pesquisas e na busca das pegadas.


Com martelo e cinzel, funcionários desprendiam lajes de arenito como se destacam folhas de um livro ancestral. O pesquisador ensinou-os a procurar nas páginas da rocha vestígios da pré-história. Diante de uma irregularidade na superfície, chamavam Fernandes. Se ele confirmasse a descoberta, embarcavam a peça no Ford Courier do casal.


Precursores. Mas o primeiro registro fóssil da região de Araraquara não foi identificado nas pedreiras. Estava exposto em uma calçada da vizinha São Carlos. Em 1911, o engenheiro de minas Joviano Pacheco ficou intrigado com as pegadas no arenito cor-de-rosa do passeio público. Hoje, a pista fóssil descansa nas coleções do antigo Instituto Geográfico e Geológico, na capital.


Durante décadas, os fósseis urbanos permaneceram esquecidos. Em 1976, um evento casual tirou-os da escuridão. O padre italiano Giuseppe Leonardi viajava para o norte do Estado. No caminho, sofreu uma incômoda dor de dente. Resolveu descer na Rodovia Washington Luís para se tratar na Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara. No caminho, olhava para o chão. Apaixonado pela paleontologia, percebeu o tesouro que tinha debaixo dos pés. Em 1983, solicitou a retirada de duas toneladas de lajes das ruas, levadas aos galpões do Departamento Nacional de Produção Mineral.


Intercâmbio. O artigo de Ciência Hoje lido por Fernandes foi escrito pelo padre Leonardi. Em 1989, o missionário deixou o Brasil e hoje vive em Kinshasa, no Congo. Continua pesquisando e publica artigos científicos. Mereceu uma breve biografia na Enciclopédia dos Dinossauros, do Museu Americano de História Natural: "(Leonardi) sistematizou informações sobre pegadas fossilizadas em escala continental."


Fernandes só conheceu pessoalmente padre Leonardi quando começou a participar de congressos científicos. Em uma caixa na estante, ele guarda recordações do seu precursor na paleontologia: cadernos de folhas quadriculadas que o padre usava para anotações de campo. Em um dos blocos, há desenhos de rastros deixados por galinhas nas dunas de Salvador, na Bahia, um termo de comparação para pegadas de dinossauros bípedes.


O pesquisador brasileiro seguiu os passos do mestre italiano. Diante de um provável registro fóssil de urina, procurou um animal que, em condições análogas, poderia deixar um vestígio semelhante. Em vez de galinhas, usou o avestruz, uma das poucas aves que expelem líquidos. O trabalho foi publicado em 2004 na Revista Brasileira de Paleontologia. Representa o primeiro registro oficial de urólito - como foi batizado - da história.


Fauna antiga. As calçadas de Araraquara também contêm inúmeros registros de pequenos mamíferos que viviam à sombra dos dinossauros: na maioria das vezes, com o tamanho de um camundongo e sempre menores que um gato. Fernandes aponta uma razão simples para dimensões tão discretas: "Serviriam de banquete." O império dos mamíferos só começou depois da extinção dos répteis gigantes.


Em 1981, padre Leonardi atribuiu um nome científico aos rastros de mamíferos gravados no arenito: Brasilichnium elusivum, pegadas normalmente bem definidas com quatro pequenos dedos. É impossível concluir se pertencem à mesma espécie ou - com maior probabilidade - a animais parecidos.


Artrópodes completam a fauna antiga. Uma bela laje apresenta com nitidez os círculos produzidos pelas patas de um escorpião pré-histórico. Um risco entre as pegadas denuncia a cauda com o ferrão que o animal arrastava atrás de si. Besouros e vermes de areia também deixaram suas marcas fósseis.


Cena insólita. Em um texto de março de 2006, o escritor Ignácio de Loyola Brandão recordou que jogava bolinha de gude nos "buraquinhos e sulcos" das calçadas da sua Araraquara natal. Só quando visitou a exposição Dinos, na Oca, no Parque do Ibirapuera, descobriu que a brincadeira ocorria sobre rastros de bichos pré-históricos.


Mas algumas crianças aprendem cedo a história escondida no passeio público. Quando lecionava no ensino fundamental, Fernandes costumava levar os alunos para um passeio nas ruas e avenidas da cidade.


Sob o olhar atento dos estudantes, desvendava a cena insólita testemunhada pelas pedras. Pequenos mamíferos alimentam-se de insetos da areia e servem de cardápio para celurossauros - ancestrais das aves - que bebiam água nos oásis do deserto. Ao lado, ornitópodes comem a vegetação na borda da lagoa.


Na praça do Parque Infantil de Araraquara, há uma laje com vestígios de gotas d"água. Lembram a areia da praia quando cai a chuva. Na verdade, registram outra tempestade, muito mais antiga. Um provável prenúncio das mudanças geoclimáticas que decretaram o fim do deserto pré-histórico e de seus habitantes.


Fonte:
  • Estadão

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Novo homídeos fornece pistas evolutivas

Mesmo se não for ancestral direto do homem, fóssil lança luz sobre o processo evolutivo


Mesmo que o Australopithecus sediba seja apenas um "galho morto" da árvore genealógica humana, seus fósseis servem como uma "máquina do tempo" para o estudo do processo evolutivo que levou ao surgimento do Homo sapiens, segundo os pesquisador Lee Berger, que fez a descoberta.



A morfologia da pélvis e dos pés mostra que a espécie era bípede e, provavelmente, já caminhava de forma bem semelhante a um ser humano moderno. Sua combinação de pernas curtas e braços longos, porém, indica que, apesar de ser um bom andador, o A. sediba ainda matinha hábitos arborícolas.


"Ele já havia adotado o bipedalismo, mas, ainda assim, dependia de escalar árvores para sobreviver", avalia Berger, da Universidade de Witwatersrand. "Ele provavelmente se locomovia como um bípede pelo chão, mas mantinha grande parte de seu cotidiano ligado às árvores", concorda o pesquisador brasileiro Walter Neves, da USP, que avaliou a descoberta a pedido do Estado.


Essa composição típica dos membros australopitecinos só se inverte por completo - passando a braços curtos e pernas longas - no Homo erectus, o antecessor direto do Homo sapiens, que abandonou definitivamente a vida nas árvores para se transformar num bípede terrestre em tempo integral.


Espécies mais primitivas do gênero Homo, como H. habilis e H. rudolfensis, ainda tinham hábitos arborícolas, tal qual os australopitecinos. "Talvez essa seja a característica que realmente inaugura o gênero Homo: o bipedalismo estritamente terrestre", cogita Neves.


A classificação de H. habilis e H. rudolfensis no gênero Homo é extremamente controversa. Muitos cientistas acham que eles deveriam ser reclassificados como Australopithecus.


A. sediba também era muito diferente de outro australopitecino anterior a ele: o Australopithecus afarensis, que viveu entre 4 e 3 milhões de anos atrás, e cujo esqueleto mais famoso é conhecido como Lucy. Se um A. sediba e um A. afarensis ficassem lado a lado, as semelhanças seriam óbvias, mas as diferenças também, segundo Berger.


"O A. sediba era surpreendentemente alto. Essa seria a primeira coisa que você perceberia", disse o pesquisador, em entrevista coletiva internacional, respondendo a uma pergunta do Estado. Com 1,30 metro de altura, a espécie era baixa se comparada aos humanos modernos, mas alta se comparada à média do A. afarensis. Lucy tinha só 1 metro de altura. Os braços, as mãos e o quadril também eram diferentes.


"Se a reconstrução dos braços de Lucy estão corretas, então o A. sediba tem braços muito mais longos", avalia Berger. As mãos, por outro lado, são menores e fortes, mais parecidas com a do homem. E a morfologia do quadril também é bem "mais humana", apesar de Lucy já ser bípede.


Todos esses dados confirmam a teoria de que a evolução da anatomia humana ocorreu na forma de "mosaico", com características modernas (ligadas ao gênero Homo) surgindo em várias espécies diferentes e combinações diferentes. "Não foi uma coisa que aconteceu em sequência, com as características surgindo e se acumulando em uma única linhagem", explica Sandro Bonatto, biólogo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. "Os componentes do Homo estão espalhados por vários ancestrais."


Só um deles, porém, deu origem ao Homo sapiens. As outras linhagens foram extintas.


Fonte:
  • Estadão

Carnotaurus


Carnotaurus significa "touro carnívoro", ele viveu na América do Sul, Cretáceo. Ele é um terópode bípede e ágil, com suas pernas longas e fortes ele tam uma grande habilidade na hora de caçar suas presas. Ao longo de seu corpo haviam calombos ósseos, além de pequenos chifres localizados acima de seus olhos, usados tanto para brigas entre si e para auxiliar na caça, sua mandíblua não era muito longa, porém forte e pesquisas indicam que ele tinha um apurado olfato.



O Carnotaurus tinha 7 a 9 metros de comprimento e 3,5 de altura, viveu entre 100 e 90 milhões de anos e foi descoberto em 1985 pelo paleontólogo José Bonaparte em Chubut, na Argentina. 




Chubutisaurus foi uma de suas principais presas.



Ficha Técnica


Reino: Animalia


Filo: Chordata

Classe: Reptilia

Superordem: Dinosauria

Ordem: Saurischia

Subordem: Theropoda

Infraordem: Tetanurae

Família: Abelisauridae

Género: Carnotaurus

Espécie: C. sastrei

sábado, 20 de março de 2010

Wallpapers - Imagens

Mais um Wllapaper Dino World, coloquei imagens variadas e o nome do Blog, espero que vocês achem bom!




Wallpaper - Placa T Rex

Olá a todos, segue um Wallpaper da National Geographic que fiz pequenas modificações, espero que gostem.




sábado, 6 de março de 2010

Meteoro extinguiu mesmo dinossauros, diz maior estudo sobre o tema

Cratera de Chicxulub


Cientistas responsáveis pela maior revisão dos estudos sobre a extinção dos dinossauros afirmam que podem confirmar que o impacto de um asteroide sobre a Terra, na região do México, teria sido responsável pelo desaparecimento dos animais, há 65 milhões de anos.



Há 30 anos, a teoria domina os estudos sobre os dinossauros, mas permanecia sem confirmação, com alguns especialistas afirmando que a extinção poderia ter sido causada por uma erupção vulcânica na Índia.



Mas uma revisão de 20 anos de estudos sobre o assunto realizada por um grupo de 41 cientistas de 12 países sugere que há provas suficientes não apenas para apoiar a teoria do asteroide, mas para descartar outras teorias vigentes sobre a extinção dos animais.



Impacto e destruição

A revisão, publicada na edição desta sexta-feira da revista científica Science, sugere que o asteroide tinha dez mil metros de diâmetro e atingiu a Terra a uma velocidade de cerca de 20 quilômetros por segundo.



O impacto teria ocorrido na região da península de Yucatán e teria liberado um milhão de vezes mais energia do que qualquer bomba atômica testada. Dados analisados de imagens de satélite indicam que a cratera de Chicxulub, que tem 200 quilômetros de diâmetro, seria o local exato do impacto.


Segundo os pesquisadores, o impacto liberou grandes quantidades de água, poeira, gases e partículas de carboneto e fuligem, o que teria causado um bloqueio da luz solar e o consequente esfriamento da Terra.

Ainda de acordo com os cientistas, a grande quantidade de enxofre liberada pela colisão contribuiu para a formação de chuvas ácidas na terra e nos oceanos e também teria tido um efeito na queda de temperatura.


"O impacto de Chicxulub foi uma perturbação extremamente rápida dos ecossistemas da Terra, numa escala maior do que qualquer outro impacto conhecido desde que a vida surgiu na Terra", disse Sean Gullick, um dos autores do estudo.


Além dessas consequências, os cientistas ainda fizeram simulações em laboratório e revisões de estudos anteriores para afirmar que o impacto do asteroide ainda teria causado terremotos, tsunamis e incêndios.


"O impacto causou um tsunami muitas vezes maior do que a onda que se formou no Oceano Índico e atingiu a Indonésia em dezembro de 2004", afirmou o geólogo marinho Tim Bralower, da Universidade de Penn, que participou do estudo.


"Essas ondas causaram uma destruição massiva no fundo do mar", afirmou.

De acordo com os cientistas, além de ter provocado a extinção dos dinossauros, a colisão causou o desaparecimento de cerca de 70% de todas as espécies que habitavam a Terra na época.



Camada de argila

O estudo sugere que um dos argumentos mais fortes que apóiam a teoria, além da escala do impacto do asteroide no solo terrestre, seria uma camada de argila encontrada em diversas amostras do solo do período Cretáceo e Paleogeno e estudada desde 1980 após ter sido descoberta pelo geofísico Luiz Alvarez.



Essa camada é rica em um elemento chamado de irídio, abundante em asteroides e cometas, mas dificilmente encontrado em grandes concentrações na superfície da Terra.


Além disso, a camada ainda possui uma faixa de cerca de um metro onde não há fósseis de dinossauros ou de outros animais, o que poderia indicar um desaparecimento repentino.


Segundo os cientistas, essa camada de argila é encontrada em todos os sítios com amostras da fronteira entre os períodos Cretáceo e Paleogeno no mundo, o que demonstra que o fenômeno foi "realmente global".


De acordo com o estudo, nenhuma outra teoria existente sobre o fim dos dinossauros remete à extinção em massa de espécies entre esses dois períodos de maneira tão global quanto a do impacto do asteroide ou apresenta mecanismos para explicar como houve uma mudança biótica tão abrupta.


"Combinando todos os dados disponíveis de diferentes disciplinas científicas nos levam a concluir que o impacto de um asteroide há 65 milhões de anos no que hoje é o México foi a principal causa de extinções massivas", disse Peter Schulte, que liderou o estudo.


Segundo ele, apesar das provas, dificilmente a discussão sobre o desaparecimento dos animais será interrompida pelo resultado dessa revisão.


"Nós desenvolvemos um caso forte, mas as discussões vão continuar. Eu acredito que isso é basicamente ciência e nunca podemos dizer nunca", afirmou.


Fonte:
  • BBC Brasil

Parente dos dinossauros descoberto na Tanzânia




Cientistas descobriram, na Tanzânia, as ossadas de uma criatura semelhante aos dinossauros, que viveu na Terra dez milhões de anos antes do mais velho dos dinos conhecidos, revelou um estudo publicado na revista Nature. O 'Asilisaurus kongwe', de 240 milhões de anos e que media pouco mais de um metro de altura, pertence à espécie silessauro, grupo ligado ao dos dinossauros e que perdurou no período triássico durante 45 milhões de anos.



A evidência sobre a existência deste animal, que se alimentava provavelmente de carne e plantas, significa que os dinossauros provavelmente apareceram muito antes do que se pensava, estimam cientistas da Universidade do Texas em Austin (EUA). Além disso, é um indicador da riqueza da fauna antes da dominação dos dinossauros no ecossistema do planeta, que durou 165 milhões de anos.

"Esta descoberta sugere que os dinossauros eram apenas um dos grandes e distintos grupos de animais, cuja diversidade explodiu durante o triássico (250 a 200 milhões de anos), entre os quais os silessauros, os pterossauros (répteis voadores), e outros grupos próximos aos crocodilos", explicou Sterling Nesbitt, cientista da universidade americana.



O silessauro foi descrito como Nesbitt como um irmão taxonômico daquele que deu origem aos dinossauros. Seu vínculo evolutivo seria algo análogo ao encontrado entre humanos e chimpanzés, que partilham 99% de seu patrimônio genético, explicou. Silessauros e dinossauros teriam vivido lado a lado durante grande parte do Período Triássico.


Pelo menos 14 espécimes de 'Asilisaurus' foram encontrados no sul da Tanzânia. Os cientistas conseguiram reconstruir um esqueleto quase inteiro, ao qual faltam apenas pequenas partes da cabeça e da pata dianteira. Segundo os paleontólogos, este quadrúpede pesava entre 10 e 30 quilos.


A forma dos dentes e a mandíbula inferior em forma de bico sugerem a crer que a dieta do 'Asilisaurus kongwe' podia se basear, ao mesmo tempo, em carne e vegerais. Os cientistas acreditam que ele foi carnívoro antes de se tornar onívoro para melhorar suas chances de sobrevivência.


O nome 'Asilisaurus kongwe' derivou das palavras em suaíli (idioma banto) "asili", que significa "fundador", e "kongwe", que significa "antigo" e de "saurus", lagarto em grego antigo.


Fonte:
  • Correio Braziliense

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